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Living Alone - O portal para quem mora sozinho



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Aposto que domingo você vai ver sua mãe. Ou você vai, ou ela vem. O meu caso ainda não foi decidido, mas sempre algo acontece, já que minha mãe liga super para o Dia das Mães, é o tipo que gosta de estar junto e não se faz de rogada para ganhar presente. Se eu pudesse, pensei, levaria minha mãe para o Rio de Janeiro. A cidade onde todos os sonhos parecem possiveis. Ao menos é assim que me sinto toda vez que ando por lá, especialmente no calçadão Leblon-Ipanema. Aqui vai, então, um roterinho imaginário pelo Rio. Quem é carioca ou está na cidade maravilhosa, quem sabe aproveite. Principalmente para comer bem! Um dos lugares mais delicosos onde almocei nos últimos tempos foi o restaurante Terézè, do hotel Santa Tereza. A vista dos janelões, no topo do bairro, é fantástica, e depois dá para caminhar pelas ruazinhas cheias de bares, cafés e lojinhas, o que é sempre um programinha ótimo. Para o domingo das mães, o chef Damien Montecer prepara um menu que ficará disponível no domingo (13 de Maio), no almoço e jantar. Voilá: na entrada, será servido ovo caipira poche com gema mole (para lembrar a infãncia…), musseline de batata baroa, espinafre sauté e creme de parmesão trufado. No prato principal, a pedida é o saboroso filé de namorado em crosta de ervas com aspargos grelhadas e molho “vierge” . De sobremesa, tem pirulitos de macarons de chocolate, com calda e paçoca de avelã, sorvete de baunilha (R$ 130 por pessoa, o menu completo, exceto bebidas). O Terézè fará ainda uma surpresa para as mães com o sorteio com de três jóias da H.STERN mais uma cesta personalizada de produtos delicatessen como geléia de rosa, chocolate e macarons.

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A rede de cafeterias Cafeína, por sua vez, tem umas sugestões de presentes superlegais: a cesta das Mães (R$ 121,50) vem lotada de delícias como broinhas, quiche de alho poró, uma tortinha bombom, minibolo de laranja, coração de chocolate com trufinhas etc etc etc. O Kit das Mães, mais em conta (R$ 49,80, foto acima), traz uma “caneca da mamãe”, um coração de chocolate com trufinhas, entre otras cositas más. No fundo, não importa se o programa vai ser um super almoço ou um cafezinho. O que vale é demonstrar carinho e aproveitar o colo –porque não é sempre que tem.

Tèréze: Rua Felício dos Santos s/n– Santa Teresa, tel. 21- 3380-022. Site: www.santateresahotel.com.br

Cafeína: Ipanema -Rua Farme de Amoedo, 43 - Tel.: 2521-2194/ Leblon I -Av. Ataulfo de Paiva, 1321 - Tel.: 2259-6288/ LeblonII - Rio Design Leblon, loja 119 - Tel.: 2259-4224, www.cafeina.biz/



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Sabe aqueles dias em que não tem nada na geladeira? Mas tem alguns tomates… E uma caixa de almôndegas, daquelas congeladas, esquecida no freezer. Bingo! Outro dia rolou o insight: por que não rechear os tomates com almôndegas? Testei e vi que eram almas gêmeas –o côncavo e o convexo. Cortei as tampinhas dos tomates, retirei as sementes. Os bolinhos de carne, congelados mesmo, cabem direitinho. Espalhei os tomates em uma travessa refratária. Daí coloquei uma tirinha de alho em cada um, um alecrim aqui, um manjericão ali, fechei com as tampinhas e reguei tudo com azeite. Vale salpicar um pouco de parmesão ralado, mais para o final.

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Forno por 40 minutos. Pronto. Fiquei me achando! Nem “dei um Google” pra ver se alguém já pensou nisso antes, para não estragar minha alegria. O que importa é que inventei a receita, e ficou delícia total. E você, já criou um prato com o que ”sobrou” na geladeira? Então conte!



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A primeira vez que ouvi falar em flor de sal foi em um encontro rápido com o chef Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó. Faz uns dois anos. Ele contou que era o ingrediente da vez para dar o toque final e realçar o sabor dos pratos. De lá para cá, sal virou mania. Outro dia, na casa de uma amiga, ela tinha um kit com sais de cores e sabores de vários lugares do mundo: sal do Himalaia, sal negro vulcânico do Havaí etc. O mais engraçado é que, ao ler o modo de usar, todos eles servem para “salgar e finalizar pratos” (rs). Posso dizer que a flor de sal é realmente gostosa para salpicar sobre saladinhas, carnes, peixes e afins. Parte mais nobre do sal marinho, a flor do sal é natural e artesanal, sem aditivos químicos ou branqueadores. Tradicionalmente extraida de salinas francesas, no Brasil, desde 2006, é produzida nas salinas da Cimsal (www.cimsal.com.br) em Mossoró (RN). Pude conhecer mais de perto os produtos da Cimsal no Emiliano Market Day, uma feirinha deliciosa que acontece uma vez por ano, quando o hotel Emiliano (www.emiliano.com.br) apresenta seus fornecedores a convidados e vizinhos –os moradores dos Jardins.

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Foi uma festa: frutas de primeira da banca do Antonio Mitne (www.antoniomitne.com.br), que todo mundo pode pedir em casa, muita champanhe, comidinhas, águas e sais. Lembrei de outra amiga que diz que dá flor de sal de presente quando precisa fechar um negócio. “É um ingrediente que dá sorte, sempre dá certo!”, assegura ela. Adorei também as escamas de sal da Cimsal. Mais graúdas do que os grãos da “flor de sal”, também provocam uma explosão de sabor na boca. O bom de tudo isso é deixar para lá o sal refinado e ir experimentando outras alternativas. Quanto menos processado for o ingrediente, melhor. Um bom começo é o sal marinho, à venda no supermercado. E, você, já experimentou um salzinho diferente?



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O bom de ir sempre a um mesmo lugar é poder vê-lo com outros olhos, como acontece com os amores de longa duração. Parece tudo igual, pode até rolar uma crise, mas de repente surge um novo encantamento. Nos últimos tempos tem sido assim com Paraty, cidade que amei à primeira vista e frequento desde o começo dos anos 90. Tem sido assim com o cais e seus barquinhos coloridos no fim de tarde, com a praia do Pontal, onde não dá para nadar –um defeito da cidade: se a água fosse limpa, seria o paraíso. Mas ali o vento é bom no fim da tarde e o camarão casadinho, especialidade do quiosque Lapinha (o último da praia) é a delícia das delícias. Nunca provou? São dois camarões gigantes presos um ao outro por palitos, recheados com farofa e fritos assim, abraçadinhos.
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Na outra ponta do Pontal tem ainda outro cais, este feito de pedras amontoadas, que também é poético e me lembra a frase do Fernando Pessoa: “Todo cais é uma saudade de pedra”. No Centro Histórico, na rua Comendador José Luiz, tem a “loja da Lili”, a Ciranda das Cores, com roupas e acessórios de malha supercoloridos, mandalas, bijoux e flores lindas para enfeitar os cabelos.

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Fora do Centro, uma novidade boa é o restaurante Istambul. No balcão, que toma todo o pequeno salão, ou em apenas duas mesinhas lá fora, o turco Kaan serve kaftas, pães, esfihas, porçõezinhas disso e daquilo, uma mais gostosa do que a outra. E quase sempre diferentes. No dia em que eu fui, tinha o “Tapete Voador”, um cozido fumegante de grão-de-bico com legumes e um arroz amarelo-ouro de açafrão. Maravilha. O lugar abre só para o almoço e fica em frente ao supermercado Carlão. Você vai ver a bandeira da Turquia na janela.



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“Vou repetir, para que não haja engano: eu não estava vivendo nenhum momento de intensa felicidade. Mas estava tão bem, mas tão bem, que naquele momento não precisava de mais nada na vida; de nada. Já passei por momentos assim algumas vezes, e lembro de todos eles, porque foram todas inesquecíveis, e aprendi a identificar, na hora, quando eles acontecem, assim, a troco de nada; será que isso tem um nome? E, curioso: em todos eu estava absolutamente só.”

Danusa Leão, na Folha de SP



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Ontem eu fiz. Moqueca. Com muito pimentão colorido! É tão simples que eu tinha me esquecido. Em Paraty, a peixaria é na esquina. Dá para sair comprar apenas os ingredientes da receita. Voltando leve! Fiquei pensando por que nunca faço moqueca em São Paulo? A feira livre ou uma boa quitanda perto resolvem. Fica a dica para o finzinho da semana…

Ingredientes (para 2 pessoas, sobrando…)

- Seis postas de peixe (Usei cação, perfeito. Mas tbém pode ser robalo ou outro peixe firme de sua preferencia.)

-Uma cebola picadinha

-Dois tomates picados  

-Três pimentões fatiados: um vermelho, um amarelo, um verde

- Uma colher (sopa) de azeite de dendê

- Um vidro de leite de coco

- Meio maço de coentro picadinho

- Sal a gosto

- Pimenta dedo-de-moça a gosto

- Muita vontade de fazer

Como preparar: Em uma panela de barro (se tiver), doure a cebola no dendê. Acrescente os pimentões, os tomates, o sal e a pimenta, e deixe cozinhar por 20 minutos, até que desmaiem e fiquem bem molinhos. Sempre mexendo com a colher de pau. Só então coloque as postas de peixe e derrame o leite de coco. Deixe que o peixe cozinhe nesse molho por cerca de 10 minutos, não mais. É rápido. Basta o peixe ficar branquinho. Nesse tempo, salpique o coentro. Tampe a panela e espere, tomando uma taça geladinha de vinho branco ou rosé. Sirva com arroz branco soltinho, preparado enquanto você cortava os ingredientes da moqueca.  

Trilha sonora: Chet Baker cantando “Time after time”

Me conte: qual a melhor moqueca que você comeu na vida  e por quê?



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É hoje: 25 de agosto, o “Dia do Miojo” ! Se para quem mora sozinho, todo dia é dia de miojo, hoje o lámen nosso de cada dia ganha uma homenagem especial. Tudo começou em 25 de agosto de 1958, quando um certo Momofuku Ando, taiwanês radicado no Japão, criou uma maneira de preparar macarrão em apenas 3 minutos. Assim surgiu o Nissin Lámen, mais conhecido como “Miojo”. No Brasil, o macarrão instantâneo é fabricado desde 1965, época em que alimentos de preparo fácil eram coisa rara nas prateleiras. Por causa da descoberta de mr. Ando, comemora-se os 53 anos do macarrão instantâneo. Para a festa, a Nissin, propôs que restaurantes paulistanos estrelados como Carlota, Capim Santo e Boa Bistrô criassem receitas de miojo especialmente para a data. No Carlota, da chef Carla Pernambuco, o miojo virá acompanhado de camarões, aspargos, cogumelo e molho thai aromático (foto acima, R$ 55). No Capim Santo, a cozinha de Morena Leite servirá miojo de lagosta ao perfume de limão cravo (R$ 69). Para Morena, o macarrão instantâneo tem gosto de infância. Para torná-lo mais “adulto”, ela acrescentou  ingredientes sofisticados. Completando o trio, o Boa Bistrô, da chef Tatiana Szeles, criou o miojo de frango com quiabo. “Queríamos dar um charme a mais, uns três minutos de fama ao miojo, aproveitando seu aniversário”, afirmou Eduardo Lima, diretor de criação da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi, à revista Época Negócios. “Com o festival, conseguimos que cada chef desse seu toque próprio a ele”, finaliza o responsável pela campanha de mkt. Para quem quiser provar o miojo gourmet, em grande estilo, segue abaixo o serviço dos restaurantes participantes. Ou então, vale homenagear o aniversariante em casa. O meu toque pessoal é o molhinho básico de tomate fresco, alho picadinho e manjericão.

E você, como prepara o  seu?

Boa Bistrô
Rua Padre João Manuel, 950, Jardins. tel. 3082-5709

Carlota
Rua Sergipe, 753, Higienópolis. tel. 3661-8670

Capim Santo
Alameda Ministro Rocha Azevedo, 471, Jardins. tel. 3068-8486



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Friozinho em São Paulo. Domingo de acordar tarde. Fazer um café forte e alimentar os desejos do dia. Lembrei do chef Anthony Bourdain, do programa Sem Reservas, contando que quando tudo parece péssimo, um ovo frito mole sobre uma torrada quentinha salva. Meio-dia, então, me pus a testar uma receitinha básica, mas esquecida.

Simples assim: recorte um círculo no centro da fatia de pão. Unte uma frigideira com um fio de manteiga. Doure um lado do pão. Vire. Quebre um ovo dentro do círculo da torrada. Doure por alguns segundos. Salpique sal a gosto. Com a ajuda de uma espátula, vire o pão, tentando não desmanchar o ovo (não é difícil!). Ah, a tampinha voce pode ir torrando junto, ao lado do pão. Deixe no fogo por mais alguns segundos e pronto. É só pôr no prato e ser feliz.

A melhor parte é furar a gema molinha, com o garfo, e vê-la se derreter sobre o pão… Tem receita melhor para começar o domingo?





Quem disse que cozinha tem de ser arrumadinha?geladeirapop2.jpg

Empilhar revistas em cima do armário é algo que nunca tinha me ocorrido… Ah, a geladeira Brastemp vermelha da minha mãe era igual a essa. Por que depois o mundo dos eletrodomésticos ficou bege e branco? Que chato. Quero uma geladeira azul-elétrica!

Quem disse que os quadros têm de ser certinhos?

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De qual desses você beberia?

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Adoro picanha. Ao ponto. Acho que não viveria sem um bom bife de vez em quando. Mas quando experimento um prato vegetariano tão saboroso, que coloca em dúvida os prazeres da carne, chego a repensar minhas certezas carnívoras. Foi assim uma noite dessas, em um jantarzinho no Gorila Bar e Café. Em um sobrado com varanda, na rua Mello Alves, o lugar não tem nada a ver com o conceito de vegetariano chato e sem sal. Ao contrário. O restaurante bar-design tem um menu atraente, com uma carta tentadora de drinques, cervejas e choppes artesanais. O menu é balanceado, a exemplo da dieta do gorila, a inspiração do local. Tudo remete ao primata cuja alimentação é 95% vegetariana e 5%  vinda de proteína animal. “O gorila se alimenta basicamente de frutas e vegetais, com excessão para aves e frutos do mar”, diz o proprietário Cássio Filgueiras, ex-dono da rede de lanchonetes Chico Hamburger, que “enjoou” de carne e viajou por países como México, Peru, Bolívia, Espanha, Grécia, e China em busca de inspiração “fusion”  para a cozinha do Gorila. Os dadinhos de tapioca com queijo coalho, de entrada, são de comer rezando. Depois, dá para ficar em dúvida entre a Pasta Nigro, um spaghetti com radicchio, cebolas caramelizadas no balsâmico, algas e parmesão ou wrap de carne de siri com pimenta dedo-de-moça, leite de coco, cardamomo e coentro. Ou ainda o nada básico estrogonofe de cogumelos. Vale dizer que a casa tem um pique GLS e pode virar balada mais tarde. Eu acabei pagando um mico, no Gorila, levando a Anita, minha filha de 7 anos, que obviamente adorou o ambiente cheio de espelhos e desenhos de gorilas. Para desespero do público adulto. Como estava com uma amiga, talvez tenhamos deixado no ar a dúvida: será que éramos um casal (?)Enfim, todos os ingredientes de um jantar divertido, que terminou cedo por conta da presença de Anita. Espero uma hora voltar para provar o famoso martini de pimenta da casa. Vai lá: Gorila Restaurante e Bar, Rua Dr. Melo Alves, 74. Jardins, fone: (11) 2364-0436.

Qual a sua dica de vegetariano legal?



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Quem nunca teve uma estante feita de tijolos e caixotes ou copos de requeijão no armário que atire a primeira pedra. No meu primeiro apartamento eu improvisei quase tudo: a banheira era uma piscina infantil, os discos de vinil antigos faziam a vez de jogo americano, alguns cds serviam de porta-copos. Sustentabilidade ainda não era muito assunto.

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Hoje, mais do que nunca os móveis improvisados ou reciclados fazem sentido. Adorei as estantes feitas com caixotes da design de interiores Sarita Ávila. Com mãos de tinta e muito capricho, elas saem do improviso para algo realmente sustentável! Veja mais no blog da moça: www.saritaavila.blogspot.com E você, o que anda improvisando?



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Hoje tem Quiz Miojo, sessão de perguntas para alguém que precisa ter apenas dois requisitos: morar sozinho e ser muito legal.  E quem vem é o jornalista Gonçalo Júnior, colega de trabalho e amigo querido, que acaba de lançar um livro e tanto –no tamanho (496 págs.) e no conteúdo (resultado de duas décadas de pesquisa).”Maria Erótica e o clamor do sexo - Imprensa, Pornografia, comunismo e censura na militar – =1964-1985 (Ed. Peixe Grande, R$ 69) conta os bastidores da censura a pornografia no país, no tempo da ditadura militar. Você sabia, por exemplo, que no final dos anos 70, existiu uma revista pornô para mulheres (sim, com homem pelado), chamada Rose (”as letras tambem escrevem a palavra eros”, explica Gonçalo). Olha que cult: “Rose” era editada pela poeta curitibana Alice Ruiz e tinha uma sessão de horóscopo em quadrinhos, criada pelo marido dela –um tal Paulo Leminski. Essas e outras estão no livro, uma maneira saborosa de saber mais sobre a ditadura militar e o comportamento sexual dos brasileiros nos últimos 50 anos. Aficionado por quadrinhos e e revistas antigas, Gonçalo, também autor de “A Guerra dos Gibis” (Companhia das Letras) e “édia dos Monstros” (Ediouro), vive às voltas com coleções arrematadas em sebos, quem mal cabem no seu apê de dois quartos, na rua Barão de Limeira, que ele define aqui como “Esconderijo e exílio”. Vamos entrar? Dá licença, Gonçalo…

1. Antes só do que… mais ou menos bem ou mal ou nem tanto acompanhado.

2. Minha casa em três palavras: Esconderijo e exílio.

3. O melhor de morar só: Liberdade total e absoluta: andar nu o tempo todo e não fechar a porta do banheiro.

4. O pior de morar só: Ter de lavar pratos e minhas mais de cem canecas sujas de café durante a semana, além de juntar o lixo.

5. O que não falta na minha geladeira: Caixas de sucos de todo tipo e nuggets Sadia ou Perdigão.

6. Antídotos contra a solidão: Filmes e livros, livros e filmes, além de muita música. Tudo ao mesmo tempo.

7. As três últimas coisas que comprei: Um livro (Os filhotes, de Vargas Lhosa), um DVD (Lemonade Joe) e um CD (Simonal, México 70).

8. Quem eu adoraria levar para casa: não cabe a lista aqui neste espaço.

9. Quem jamais vai sentar no meu sofá: não cabe a lista aqui neste espaço.

10. O que ando lendo: Uma esposa confiável, de Robert Goolrick. Brilhante, nasceu clássico.

11. A trilha sonora do momento: Gravações dos anos de 1930 compostas por Assis Valente (Carmen Miranda, Orlando Silva etc).

12. Uma receitinha esperta: penne na manteiga com cebola, alho e pimenta do reino, acompanhado de nuggets Sadia ou Perdigão.

13. Mania assumida: usar camisa xadrez

14. Uma frase que me move: “Viver honestamente, dar a cada um o que é seu e a ninguém ofender”. Foi escrita por Ulpiano há mais de dois mil anos e serviu de base para o direito. Dispensa tudo o mais que foi escrito como lei. Alguém se dispõe a seguir isso?



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Achei tão chique esse ralador! E prático. O queijo já sai dentro do recipiente, com um design superbonito. Fica aqui, como uma rapidinha, pra dizer que estou viva. Depois eu volto com mais assunto. Tô ralando hoje!

Segue o serviço: Ralador de queijo Vacu Vin, feito em plástico e aço inox, R$ 67,50. À venda na Utilplast
Alameda Lorena, 1931 - Jardins, 11. 3088.0862










Rosane Queiroz, jornalista, morou 11 anos sozinha e comeu muito Miojo até publicar o livro "Só - Dores e Delícias de Morar Sozinha (Ed. Globo). Hoje, mãe da Anita, cantora nas horas vagas, continua gostando dos momentos de solidão e acha que todo mundo precisa aprender a ser só para ser boa companhia. Neste blog, Rosane mergulha no mundo dos singles e compartilha suas descobertas sobre gastronomia, cultura, viagem, decoração, estilo de vida, reflexões e afins.




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