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Living Alone - O portal para quem mora sozinho



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“Vou repetir, para que não haja engano: eu não estava vivendo nenhum momento de intensa felicidade. Mas estava tão bem, mas tão bem, que naquele momento não precisava de mais nada na vida; de nada. Já passei por momentos assim algumas vezes, e lembro de todos eles, porque foram todas inesquecíveis, e aprendi a identificar, na hora, quando eles acontecem, assim, a troco de nada; será que isso tem um nome? E, curioso: em todos eu estava absolutamente só.”

Danusa Leão, na Folha de SP



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Ontem eu fiz. Moqueca. Com muito pimentão colorido! É tão simples que eu tinha me esquecido. Em Paraty, a peixaria é na esquina. Dá para sair comprar apenas os ingredientes da receita. Voltando leve! Fiquei pensando por que nunca faço moqueca em São Paulo? A feira livre ou uma boa quitanda perto resolvem. Fica a dica para o finzinho da semana…

Ingredientes (para 2 pessoas, sobrando…)

- Seis postas de peixe (Usei cação, perfeito. Mas tbém pode ser robalo ou outro peixe firme de sua preferencia.)

-Uma cebola picadinha

-Dois tomates picados  

-Três pimentões fatiados: um vermelho, um amarelo, um verde

- Uma colher (sopa) de azeite de dendê

- Um vidro de leite de coco

- Meio maço de coentro picadinho

- Sal a gosto

- Pimenta dedo-de-moça a gosto

- Muita vontade de fazer

Como preparar: Em uma panela de barro (se tiver), doure a cebola no dendê. Acrescente os pimentões, os tomates, o sal e a pimenta, e deixe cozinhar por 20 minutos, até que desmaiem e fiquem bem molinhos. Sempre mexendo com a colher de pau. Só então coloque as postas de peixe e derrame o leite de coco. Deixe que o peixe cozinhe nesse molho por cerca de 10 minutos, não mais. É rápido. Basta o peixe ficar branquinho. Nesse tempo, salpique o coentro. Tampe a panela e espere, tomando uma taça geladinha de vinho branco ou rosé. Sirva com arroz branco soltinho, preparado enquanto você cortava os ingredientes da moqueca.  

Trilha sonora: Chet Baker cantando “Time after time”

Me conte: qual a melhor moqueca que você comeu na vida  e por quê?



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É hoje: 25 de agosto, o “Dia do Miojo” ! Se para quem mora sozinho, todo dia é dia de miojo, hoje o lámen nosso de cada dia ganha uma homenagem especial. Tudo começou em 25 de agosto de 1958, quando um certo Momofuku Ando, taiwanês radicado no Japão, criou uma maneira de preparar macarrão em apenas 3 minutos. Assim surgiu o Nissin Lámen, mais conhecido como “Miojo”. No Brasil, o macarrão instantâneo é fabricado desde 1965, época em que alimentos de preparo fácil eram coisa rara nas prateleiras. Por causa da descoberta de mr. Ando, comemora-se os 53 anos do macarrão instantâneo. Para a festa, a Nissin, propôs que restaurantes paulistanos estrelados como Carlota, Capim Santo e Boa Bistrô criassem receitas de miojo especialmente para a data. No Carlota, da chef Carla Pernambuco, o miojo virá acompanhado de camarões, aspargos, cogumelo e molho thai aromático (foto acima, R$ 55). No Capim Santo, a cozinha de Morena Leite servirá miojo de lagosta ao perfume de limão cravo (R$ 69). Para Morena, o macarrão instantâneo tem gosto de infância. Para torná-lo mais “adulto”, ela acrescentou  ingredientes sofisticados. Completando o trio, o Boa Bistrô, da chef Tatiana Szeles, criou o miojo de frango com quiabo. “Queríamos dar um charme a mais, uns três minutos de fama ao miojo, aproveitando seu aniversário”, afirmou Eduardo Lima, diretor de criação da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi, à revista Época Negócios. “Com o festival, conseguimos que cada chef desse seu toque próprio a ele”, finaliza o responsável pela campanha de mkt. Para quem quiser provar o miojo gourmet, em grande estilo, segue abaixo o serviço dos restaurantes participantes. Ou então, vale homenagear o aniversariante em casa. O meu toque pessoal é o molhinho básico de tomate fresco, alho picadinho e manjericão.

E você, como prepara o  seu?

Boa Bistrô
Rua Padre João Manuel, 950, Jardins. tel. 3082-5709

Carlota
Rua Sergipe, 753, Higienópolis. tel. 3661-8670

Capim Santo
Alameda Ministro Rocha Azevedo, 471, Jardins. tel. 3068-8486



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Friozinho em São Paulo. Domingo de acordar tarde. Fazer um café forte e alimentar os desejos do dia. Lembrei do chef Anthony Bourdain, do programa Sem Reservas, contando que quando tudo parece péssimo, um ovo frito mole sobre uma torrada quentinha salva. Meio-dia, então, me pus a testar uma receitinha básica, mas esquecida.

Simples assim: recorte um círculo no centro da fatia de pão. Unte uma frigideira com um fio de manteiga. Doure um lado do pão. Vire. Quebre um ovo dentro do círculo da torrada. Doure por alguns segundos. Salpique sal a gosto. Com a ajuda de uma espátula, vire o pão, tentando não desmanchar o ovo (não é difícil!). Ah, a tampinha voce pode ir torrando junto, ao lado do pão. Deixe no fogo por mais alguns segundos e pronto. É só pôr no prato e ser feliz.

A melhor parte é furar a gema molinha, com o garfo, e vê-la se derreter sobre o pão… Tem receita melhor para começar o domingo?





Quem disse que cozinha tem de ser arrumadinha?geladeirapop2.jpg

Empilhar revistas em cima do armário é algo que nunca tinha me ocorrido… Ah, a geladeira Brastemp vermelha da minha mãe era igual a essa. Por que depois o mundo dos eletrodomésticos ficou bege e branco? Que chato. Quero uma geladeira azul-elétrica!

Quem disse que os quadros têm de ser certinhos?

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De qual desses você beberia?

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Adoro picanha. Ao ponto. Acho que não viveria sem um bom bife de vez em quando. Mas quando experimento um prato vegetariano tão saboroso, que coloca em dúvida os prazeres da carne, chego a repensar minhas certezas carnívoras. Foi assim uma noite dessas, em um jantarzinho no Gorila Bar e Café. Em um sobrado com varanda, na rua Mello Alves, o lugar não tem nada a ver com o conceito de vegetariano chato e sem sal. Ao contrário. O restaurante bar-design tem um menu atraente, com uma carta tentadora de drinques, cervejas e choppes artesanais. O menu é balanceado, a exemplo da dieta do gorila, a inspiração do local. Tudo remete ao primata cuja alimentação é 95% vegetariana e 5%  vinda de proteína animal. “O gorila se alimenta basicamente de frutas e vegetais, com excessão para aves e frutos do mar”, diz o proprietário Cássio Filgueiras, ex-dono da rede de lanchonetes Chico Hamburger, que “enjoou” de carne e viajou por países como México, Peru, Bolívia, Espanha, Grécia, e China em busca de inspiração “fusion”  para a cozinha do Gorila. Os dadinhos de tapioca com queijo coalho, de entrada, são de comer rezando. Depois, dá para ficar em dúvida entre a Pasta Nigro, um spaghetti com radicchio, cebolas caramelizadas no balsâmico, algas e parmesão ou wrap de carne de siri com pimenta dedo-de-moça, leite de coco, cardamomo e coentro. Ou ainda o nada básico estrogonofe de cogumelos. Vale dizer que a casa tem um pique GLS e pode virar balada mais tarde. Eu acabei pagando um mico, no Gorila, levando a Anita, minha filha de 7 anos, que obviamente adorou o ambiente cheio de espelhos e desenhos de gorilas. Para desespero do público adulto. Como estava com uma amiga, talvez tenhamos deixado no ar a dúvida: será que éramos um casal (?)Enfim, todos os ingredientes de um jantar divertido, que terminou cedo por conta da presença de Anita. Espero uma hora voltar para provar o famoso martini de pimenta da casa. Vai lá: Gorila Restaurante e Bar, Rua Dr. Melo Alves, 74. Jardins, fone: (11) 2364-0436.

Qual a sua dica de vegetariano legal?



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Quem nunca teve uma estante feita de tijolos e caixotes ou copos de requeijão no armário que atire a primeira pedra. No meu primeiro apartamento eu improvisei quase tudo: a banheira era uma piscina infantil, os discos de vinil antigos faziam a vez de jogo americano, alguns cds serviam de porta-copos. Sustentabilidade ainda não era muito assunto.

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Hoje, mais do que nunca os móveis improvisados ou reciclados fazem sentido. Adorei as estantes feitas com caixotes da design de interiores Sarita Ávila. Com mãos de tinta e muito capricho, elas saem do improviso para algo realmente sustentável! Veja mais no blog da moça: www.saritaavila.blogspot.com E você, o que anda improvisando?



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Hoje tem Quiz Miojo, sessão de perguntas para alguém que precisa ter apenas dois requisitos: morar sozinho e ser muito legal.  E quem vem é o jornalista Gonçalo Júnior, colega de trabalho e amigo querido, que acaba de lançar um livro e tanto –no tamanho (496 págs.) e no conteúdo (resultado de duas décadas de pesquisa).”Maria Erótica e o clamor do sexo - Imprensa, Pornografia, comunismo e censura na militar – =1964-1985 (Ed. Peixe Grande, R$ 69) conta os bastidores da censura a pornografia no país, no tempo da ditadura militar. Você sabia, por exemplo, que no final dos anos 70, existiu uma revista pornô para mulheres (sim, com homem pelado), chamada Rose (”as letras tambem escrevem a palavra eros”, explica Gonçalo). Olha que cult: “Rose” era editada pela poeta curitibana Alice Ruiz e tinha uma sessão de horóscopo em quadrinhos, criada pelo marido dela –um tal Paulo Leminski. Essas e outras estão no livro, uma maneira saborosa de saber mais sobre a ditadura militar e o comportamento sexual dos brasileiros nos últimos 50 anos. Aficionado por quadrinhos e e revistas antigas, Gonçalo, também autor de “A Guerra dos Gibis” (Companhia das Letras) e “édia dos Monstros” (Ediouro), vive às voltas com coleções arrematadas em sebos, quem mal cabem no seu apê de dois quartos, na rua Barão de Limeira, que ele define aqui como “Esconderijo e exílio”. Vamos entrar? Dá licença, Gonçalo…

1. Antes só do que… mais ou menos bem ou mal ou nem tanto acompanhado.

2. Minha casa em três palavras: Esconderijo e exílio.

3. O melhor de morar só: Liberdade total e absoluta: andar nu o tempo todo e não fechar a porta do banheiro.

4. O pior de morar só: Ter de lavar pratos e minhas mais de cem canecas sujas de café durante a semana, além de juntar o lixo.

5. O que não falta na minha geladeira: Caixas de sucos de todo tipo e nuggets Sadia ou Perdigão.

6. Antídotos contra a solidão: Filmes e livros, livros e filmes, além de muita música. Tudo ao mesmo tempo.

7. As três últimas coisas que comprei: Um livro (Os filhotes, de Vargas Lhosa), um DVD (Lemonade Joe) e um CD (Simonal, México 70).

8. Quem eu adoraria levar para casa: não cabe a lista aqui neste espaço.

9. Quem jamais vai sentar no meu sofá: não cabe a lista aqui neste espaço.

10. O que ando lendo: Uma esposa confiável, de Robert Goolrick. Brilhante, nasceu clássico.

11. A trilha sonora do momento: Gravações dos anos de 1930 compostas por Assis Valente (Carmen Miranda, Orlando Silva etc).

12. Uma receitinha esperta: penne na manteiga com cebola, alho e pimenta do reino, acompanhado de nuggets Sadia ou Perdigão.

13. Mania assumida: usar camisa xadrez

14. Uma frase que me move: “Viver honestamente, dar a cada um o que é seu e a ninguém ofender”. Foi escrita por Ulpiano há mais de dois mil anos e serviu de base para o direito. Dispensa tudo o mais que foi escrito como lei. Alguém se dispõe a seguir isso?



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Achei tão chique esse ralador! E prático. O queijo já sai dentro do recipiente, com um design superbonito. Fica aqui, como uma rapidinha, pra dizer que estou viva. Depois eu volto com mais assunto. Tô ralando hoje!

Segue o serviço: Ralador de queijo Vacu Vin, feito em plástico e aço inox, R$ 67,50. À venda na Utilplast
Alameda Lorena, 1931 - Jardins, 11. 3088.0862



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Sonhar. Pensar. Namorar. Trabalhar. Dançar. Fazer faxina. Fazer amor. Fazer a festa. Todas essas opções estão na rádio www.stereomood.com. Dica esperta da minha amiga e vizinha Palomita Lopes. Já tomamos um vinhozinho ouvindo algumas seleções conforme o estado de espírito do momento. Gostou? Vá lá, deixa o som rolando e depois toca aqui!

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Foi muito legal, ontem, participar do Login, da TV Cultura. O programa, dedicado aos “jovens”, passa todo dia às 19h. É inteligente, espontâneo e bem apresentado pela dupla Roberta Youssef e Fábio Azevedo. O repórter Rodolfo Rodrigues também é impagável.  O papo sobre morar sozinho rendeu serviço e gargalhadas, ainda mais com a presença do Paulo Tiefenthaler, o “Paulo Oliveira” do Larica Total. Aquele “solteirão” que prepara umas receitas inacreditáveis, com poucos ingredientes, o mínimo de acessórios e muito humor. Aqui, um dos espisódios do Larica, “Ao mestre com pozinho”, em homenagem ao sr. Momofuku Ando, o grande inventor do macarrão instantâneo. Que merecia o Nobel, afinal, ajuda a matar a fome de milhares de solitários, diariamente! Quem quiser ver a íntegra do Login, clique aqui.



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De um amigo, agora há pouco, no café:

- A melhor coisa de morar sozinho sabe qual é?

- Qual?

- Poder andar pelado pela casa.

- Ah, então voce anda pelado?

- Claro, e com as janelas escancaradas! (rs)

Não sei se é verdade ou não, mas uma amiga já tinha me dito isso, que sentia saudade de andar nua em casa, no tempo em que era solteira e morava só. Nua em pelo? Engraçado, eu nunca tive esse impulso de naturismo caseiro. No máximo, calcinha e sutiã, isso sim, ficar à vontade. O barato é a liberdade de escolha, de poder ficar sem roupa ou não. De fazer o que se está a fim. Sei lá, voce anda pelada (o) pela casa?










Rosane Queiroz, jornalista, morou 11 anos sozinha e comeu muito Miojo até publicar o livro "Só - Dores e Delícias de Morar Sozinha (Ed. Globo). Hoje, mãe da Anita, cantora nas horas vagas, continua gostando dos momentos de solidão e acha que todo mundo precisa aprender a ser só para ser boa companhia. Neste blog, Rosane mergulha no mundo dos singles e compartilha suas descobertas sobre gastronomia, cultura, viagem, decoração, estilo de vida, reflexões e afins.




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